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FILIPE VITAL
GUERRA DA CORÉIA - CLIMAX
A vitória da Revolução Socialista na China em, 1949, coincidiu com a descoberta do mecanismo de produção da bomba atômica pelos soviéticos. Desse modo, a disputa entre ideologias passou para a esfera nuclear. No ano seguinte, o conflito na Coréia mostrou que na Guerra Fria havia espaço para campanhas militares convencionais, mas que, felizmente, as duas superpotências recuavam diante da perspectiva do conflito total,com artefatos atômicos.
Anexada pelos japoneses desde 1910, a Coréia foi libertada por tropas soviéticas e norte-americanas durante a Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, soviéticos e norte-americanos dividiram entre si o território coreano. O paralelo 38°, a linha imaginária que separa as áreas de atuação das duas potências, serviu de divisória entre norte e sua da Península Coreana. O acordo resultou no surgimento de dois Estados independentes e ideologicamente opostos.
CORÉIA DO SUL E CORÉIA DO NORTE. - ANTAGONISMO
A República da Coréia do Sul ficou sob o domínio dos Estados Unidos e a República Popular Democrática da Coréia do Norte, sob tutela dos soviéticos.
Em Juno de 1950, no contexto das divergências políticas e ideológicas que marcaram a Guerra Fria, a Coréia do Sual foi invadida pelo exército norte-coreano, numa tentativa de unificar o país. Foi este, sim, o ápice , e o começo da Guerra da Coréia, que se estendeu até 1953.
Uma sessão extraordinária da ONU decidiu intervir no conflito, propondo aos representantes das Nações Unidas o envio de tropas ao local. O delegado soviético, que poderia vetar a decisão, estava ausente do conselho de Segurança, em protesto contra a recusa ocidental em admitir a República Popular da China nas Nações Unidas em substituição ao regime de Taiwan.
As unidades militares da ONU, formadas basicamente por tropas dos EUA e seus aliados, lançaram um contra ataque em setembro de 1950 e ocuparam rapidamente toda a Coréia do Norte, atingindo a fronteira com a China. A situação modificou-se em novembro com a entrada de tropas chinesas no conflito, em auxílio aos norte coreanos. Em dezembro, os norte-americanos estavam de volta no Paralelo 38°; no início de 1951, chineses e norte-coreanos lançaram novo ataque à Coréia do Sul e chegaram a capturar Seul, a capital sul-coreana, mas logo tiveram de recuar. A frente de batalha acabou se estabilizando ao longo do Paralelo 38°. Em julho de 1953, após mais de dois anos de combates desgatantes, os adversários assinaram um armistício, que restabelecia as antigas fronteiras dos dois Estados coreanos.O acordo foi assinado na localidade de Panmunjon, onde se instalou a sede das negociações. Cerca de 4 milhões de pessoas haviam morrido num conflito que não trouxe vantagens efetivas a nenhum dos antagonistas.
A divisão da Coréia em duas áreas de influências opostas gerou atritos que se estenderam por várias décadas.
CORÉIA DO NORTE
Na Coréia do Norte, o governo comunista manteve a aliança com os chineses e russos e tirou partido dos conflitos que envolveram esses dois países, aumentando sua autonomia política. Entretanto, acentuou-se a dependência junta à URSS, que tinha condições de abastecer o país com produtos industrializados e armamentos. O desenvolvimento de uma política militarista e armamentista, inclusive com um programa nuclear, promoveu a concentração de recursos, provocou uma diminuição da produção agrícola e determinou o empobrecimento da população. Por outro lado, o analfabetismo foi erradicado e o sistema de saúde atendia às necessidades da população. Hoje, apesar de acusado de "pertencer ao Eixo do Mal" pelos norte-americanos,o regime norte-coreano ensaia uma aproximação com seus vizinhos do sul.
CORÉIA DO SUL
A Coréia do Sul, por sua vez, reconstruída com apoio econômico dos Estados Unidos, sobreviveu a governos ditatoriais e corruptos, até se tornar um dos mais dinâmicos Tigres Asiáticos.
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